Na próxima terça-feira, 22 de Setembro, começa oficialmente o Outono. É o dia do equinócio, em que a duração do dia e da noite se aproxima, e a partir do qual as noites passam a ganhar terreno até Dezembro. Para além do calendário e das folhas na rua, esta mudança tem efeitos concretos no corpo.
Menos luz, mais sono e menos ânimo
A luz é o principal sinal que regula o relógio biológico. Com dias mais curtos, o organismo começa a produzir melatonina, a hormona associada ao sono, mais cedo. Daí a sensação de sonolência ao fim da tarde e a maior dificuldade em levantar de manhã.
Em algumas pessoas, a falta de luz traduz-se também em menos energia, mais vontade de comer doces e hidratos de carbono e humor mais em baixo, um conjunto de sintomas conhecido por perturbação afectiva sazonal. Quando é ligeiro, gere-se com hábitos. Quando compromete o dia-a-dia, merece consulta médica.
Apanhar luz de manhã é a melhor defesa
A medida mais eficaz é simples e gratuita: sair de casa de manhã. Vinte a trinta minutos de luz natural, mesmo em dia nublado, ajudam a acertar o relógio interno, melhoram o humor e favorecem o sono da noite seguinte. Tomar o pequeno-almoço junto à janela e manter estores abertos durante o dia também conta.
Vitamina D e ossos
A partir do Outono, a radiação solar em Portugal deixa de ser suficiente, na maior parte do dia, para produzir vitamina D na pele. Como esta vitamina é essencial para a absorção de cálcio e para a força muscular, o Inverno costuma agravar as carências, sobretudo em quem sai pouco de casa.
A suplementação não deve ser decidida por conta própria: fala-se com o médico, que pode pedir análises e ajustar a dose. A alimentação ajuda, através de peixes gordos, ovos e alimentos enriquecidos.
A casa também muda de estação
É boa altura para verificar o aquecimento antes do frio apertar, limpar filtros, purgar radiadores e confirmar que os aparelhos a gás têm revisão em dia e ventilação adequada, por causa do risco de monóxido de carbono. Vale também a pena rever a iluminação interior: lâmpadas mais potentes nos sítios onde se lê e se cozinha reduzem o risco de quedas e o cansaço visual.
Roupa, pele e vacinas
Com a queda das temperaturas, a pele seca e a comichão pioram: banhos menos quentes e creme hidratante diário resolvem a maior parte dos casos. É também nesta altura que arrancam as campanhas de vacinação sazonal, e a gripe é particularmente perigosa depois dos 65 anos. Confirme com o centro de saúde ou na farmácia quando e onde se pode vacinar este ano.
O lado bom da estação
Depois do calor, o Outono traz o melhor tempo para caminhar, os fins-de-semana de castanhas, as vindimas e os museus sem filas. É também a estação em que arrancam as actividades das universidades seniores, dos coros e dos grupos de caminhada. Poucas alturas do ano são tão propícias a começar uma coisa nova.











