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A novidade chegou agora: está em desenvolvimento o primeiro tratamento que rejuvenesce o sistema imunológico

A novidade chegou agora: está em desenvolvimento o primeiro tratamento que rejuvenesce o sistema imunológico
Sandra M. Pinto

A terapia de anticorpos está a ser investigada em ratos, com a intenção de abrir caminho para futuros testes em pessoas.

O sistema imunológico pode ser rejuvenescido se forem eliminas as células-tronco do sangue que promovem a inflamação. Cientistas dos Estados Unidos demonstraram isso em ratos idosos, nos quais restauraram a capacidade de conter vírus e de responder à vacinação.

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O tratamento consiste numa terapia com anticorpos que elimina seletivamente as células nocivas. Quando este tratamento puder ser aplicado às pessoas, poderá «melhorar a imunidade funcional para combater infeções, doenças crónicas e cancro», escreveram os investigadores na revista Nature, onde apresentam os resultados.

«Esta é uma verdadeira mudança de paradigma, fazendo com que investigadores e médicos devem pensar de forma diferente sobre o sistema imunológico e o envelhecimento», diz Jason Ross, da Universidade de Stanford e autor principio da pesquisa.

A pesquisa baseia-se na observação de que o sistema imunológico está dividido em dois tipos principais de células. Por um lado, aqueles que aprendem a reconhecer proteínas específicas, por exemplo de um vírus ou células tumorais, e atacam-nas com precisão (chamadas linfócitos). Por outro lado, aquelas que protegem indiscriminadamente sem reconhecer nenhum inimigo específico (chamadas células mieloides, como as que causam febre).

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Estes dois tipos de células são produzidas pelas mesmas células-tronco do sangue. Mas – e aqui está a chave da investigação – a composição das células estaminais do sangue não é a mesma em jovens e idosos.

Nos jovens predominam as células-tronco equilibradas, produzindo linfócitos e células mieloides em proporções adequadas. À medida que envelhecemos, as células estaminais equilibradas diminuem e um tipo de células estaminais desequilibradas aumenta, produzindo mais células mieloides e menos linfócitos. Este processo significa que, com a idade, a proteção contra infeções e cancro é reduzida devido à falta de linfócitos, e problemas de saúde inflamatórios e cancros do sangue aumentam devido ao excesso de células mieloides.

O tratamento experimental para rejuvenescer o sistema imunológico consiste na eliminação de células-tronco desequilibradas. Para isso, os cientistas desenvolveram anticorpos capazes de reconhecer e atacar essas células e os administraram em camundongos entre 18 e 24 meses de idade, idade avançada para um camundongo.

Comprovaram que, com o tratamento, conseguem um aumento na proporção de células-tronco equilibradas; uma redução de moléculas inflamatórias; um aumento na produção de linfócitos; e um rejuvenescimento dos próprios linfócitos, que recuperam as características dos linfócitos de camundongos jovens.

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Esses efeitos foram observados desde as primeiras semanas após o tratamento, que foi administrado apenas uma vez, e se mantiveram por meses.

«Esta descoberta muda a maneira como pensamos sobre as células-tronco em todas as fases do envelhecimento», disse em comunicado Irving Weissman, o cientista da Universidade de Stanford que primeiro isolou as células-tronco do sangue de ratos e pessoas, que codirigiu a pesquisa atual.

Com o objetivo de passar o tratamento para as pessoas, os investigadores já identificaram três moléculas de células estaminais humanas desequilibradas que poderiam ser atacadas com anticorpos.