<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Como adiar o primeiro smartphone das crianças e o papel dos avós

Como adiar o primeiro smartphone das crianças e o papel dos avós
Georgia Gonçalves

Quase metade das crianças até aos 8 anos já tem acesso a um telemóvel. Especialistas dizem que adiar o primeiro smartphone depende sobretudo do exemplo dos adultos, e os avós têm aqui uma palavra a dizer.

O neto pede o telemóvel para ver um vídeo, depois outro, e quando se dá por isso passou uma hora. A cena repete-se em muitas casas, e os números mostram que o contacto das crianças com os telemóveis começa cada vez mais cedo. Segundo o Observatório Digital da SaveFamily, empresa de relógios inteligentes para crianças e idosos, 42% das crianças até aos 8 anos já têm acesso a um telemóvel.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

Estudos internacionais têm associado o uso excessivo de ecrãs na infância a mais ansiedade e mal-estar, alterações do sono, isolamento, piores resultados escolares e maior exposição a riscos online. A pergunta que muitos pais fazem, e que muitos avós também se colocam, é a mesma: como adiar o primeiro smartphone?

A escola ajuda, mas não chega

As restrições ao uso de telemóveis nas escolas dos primeiros anos ajudam a atrasar a compra do primeiro aparelho. Mas, como lembra Pedro Costa Chaves, director de vendas da SaveFamily em Portugal, o essencial joga-se em casa: só com o exemplo dos adultos, com persistência para não ceder à pressão externa e com alternativas será possível adiar a entrada do smartphone na vida das crianças.

A tentação de ceder é grande. Entregar o telemóvel a uma criança irritada, aborrecida ou quando os adultos estão ocupados é a solução mais fácil no momento. Manter a decisão exige esforço e alguma disciplina familiar.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

O exemplo começa nos adultos

Uma das estratégias recomendadas é ter equipamentos da família, como um computador, em espaços comuns da casa, onde os adultos possam acompanhar o que se vê e durante quanto tempo. Outra, talvez a mais difícil, é os próprios adultos reduzirem o uso do telemóvel à frente das crianças: nada de ecrãs à mesa, telemóvel reservado para chamadas importantes e horários definidos para o trabalho. As crianças aprendem muito mais com o que vêem do que com o que ouvem.

O que os avós podem fazer

É aqui que os avós podem fazer toda a diferença. Muitos passam várias horas por semana com os netos e cresceram, eles próprios, sem ecrãs. Têm, por isso, um repertório precioso de alternativas: jogos de tabuleiro e de cartas, puzzles, livros e histórias contadas em voz alta, trabalhos manuais, cozinhar juntos, cuidar do quintal, passeios a pé. Tempo de qualidade em família é, segundo os especialistas, uma das melhores formas de reduzir a vontade de pegar no telemóvel.

Há duas regras de ouro. A primeira é combinar com os pais as regras sobre ecrãs e respeitá-las, para não criar a ideia de que em casa dos avós tudo é permitido. A segunda é dar o exemplo: guardar o próprio telemóvel enquanto se está com os netos.

Alternativas ao smartphone

Para as famílias que sentem necessidade de contactar as crianças, existem alternativas intermédias. Os telemóveis simples, que só fazem e recebem chamadas, voltaram a ganhar adeptos. Os relógios inteligentes para crianças, com localização, botão de emergência e controlo parental, são outra opção, defendida pela SaveFamily como forma de introduzir a tecnologia de forma faseada e segura.

Continue a ler após a publicidade

Seja qual for a escolha, o objectivo é o mesmo: que a tecnologia chegue na altura certa, com regras claras, e que não ocupe o lugar das brincadeiras, das conversas e das memórias que só se fazem longe dos ecrãs.