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Cannabis medicinal pode aliviar dores crónicas? O debate continua

Forever Young

A cannabis medicinal é vista por muitos como alternativa no tratamento da dor crónica. Mas será solução eficaz ou moda passageira? Conheça os factos, benefícios e riscos já identificados.

O uso de cannabis para fins terapêuticos tem gerado debate em Portugal e no mundo. Muitos pacientes com dores crónicas veem na planta uma alternativa aos analgésicos convencionais, enquanto outros especialistas alertam para os riscos do consumo. Afinal, o que sabemos até agora?

O que diz a lei em Portugal

Desde 2018, a cannabis medicinal está legalizada em Portugal, sob controlo do Infarmed. Só pode ser prescrita em situações específicas, como dores crónicas associadas a doenças graves, espasticidade na esclerose múltipla ou efeitos secundários da quimioterapia.

Possíveis benefícios

  • Alívio de dores persistentes, especialmente em casos oncológicos ou neurológicos.
  • Melhoria do apetite e do sono em doentes com perda de peso significativa.
  • Redução de espasmos musculares em doenças como a esclerose múltipla.

Estudos publicados pela Organização Mundial da Saúde apontam para benefícios potenciais, embora ainda haja necessidade de mais investigação robusta.

Riscos e limitações

Efeitos adversos

Sonolência, tonturas e dificuldades de memória são alguns dos efeitos relatados por utilizadores. O risco é maior em doses elevadas.

Falta de evidência sólida

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que os estudos disponíveis ainda são limitados em duração e número de participantes.

Confusão com uso recreativo

Existe ainda estigma e desinformação sobre o uso medicinal, muitas vezes confundido com o consumo recreativo.

Entre esperança e cautela

A cannabis medicinal pode ser uma aliada em casos de dor crónica, mas não é uma cura universal. O equilíbrio entre benefícios e riscos deve ser avaliado caso a caso, sempre com supervisão médica. A investigação continua — e o debate também.