<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Quedas em casa: como proteger a coluna depois dos 60

Quedas em casa: como proteger a coluna depois dos 60
Rogério Junior

A campanha «Olhe pelas Suas Costas» lembra que muitas lesões da coluna vertebral podem ser evitadas. Depois dos 60, a prevenção começa dentro de casa, com pequenas mudanças que fazem diferença.

Um tapete que escorrega, um degrau mal iluminado, uma banheira molhada. Muitas das lesões da coluna vertebral começam num segundo de distracção, e boa parte delas acontece dentro de casa. A campanha «Olhe pelas Suas Costas» aproveitou o Dia Internacional das Lesões Medulares, assinalado a 5 de Setembro, para lembrar uma verdade simples: muitas destas lesões podem ser evitadas.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

A iniciativa associou-se ao tema definido este ano pela International Spinal Cord Society, «Da consciencialização à acção», e alerta para o facto de as lesões da coluna, nos casos mais graves, poderem também atingir a medula espinhal, com consequências no movimento e na sensibilidade.

Da consciencialização à acção

«Ao longo da última década, assistimos a uma maior consciencialização para a prevenção das lesões da coluna vertebral. O desafio passa agora por transformar esse conhecimento em acções concretas, promovendo comportamentos seguros em casa, na estrada, no trabalho e durante a prática desportiva», afirma Nuno Neves, médico ortopedista e coordenador da campanha.

As causas são variadas: quedas, acidentes rodoviários, acidentes de trabalho ou desportivos. Mas, a partir de certa idade, as quedas ganham um peso cada vez maior. Com os anos, o equilíbrio, a força muscular e a visão perdem capacidade, os ossos ficam mais frágeis e alguns medicamentos podem causar tonturas. Uma queda que aos 30 anos resultava num susto pode, aos 70, significar uma fractura.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Uma casa mais segura em cinco passos

A campanha lembra que adaptar os espaços para reduzir o risco de acidentes é uma das medidas mais eficazes. Na prática, isso significa retirar ou fixar tapetes soltos e fios eléctricos no chão dos corredores. Garantir boa iluminação, sobretudo nas escadas e no caminho entre o quarto e a casa de banho, onde uma luz de presença durante a noite pode evitar muitos tropeções. Instalar corrimãos dos dois lados das escadas e barras de apoio junto à sanita e no duche. Usar tapetes antiderrapantes na banheira ou, melhor ainda, trocá-la por uma base de duche ao nível do chão. E arrumar o que se usa todos os dias ao alcance da mão, evitando subir a bancos e escadotes.

Um corpo mais preparado

A prevenção não se faz só com obras. Manter um estilo de vida activo, outra das recomendações da campanha, é essencial: caminhar, fazer exercícios de força e de equilíbrio, praticar hidroginástica, pilates ou tai chi ajudam a manter os músculos que protegem a coluna e a reduzir o risco de queda. Calçado fechado, com sola antiderrapante e bem ajustado, é preferível aos chinelos. E vale a pena rever regularmente com o médico a medicação, a visão e a saúde dos ossos.

Uma responsabilidade partilhada

«Cada lesão evitada representa um impacto positivo na sociedade. A prevenção deve ser uma responsabilidade partilhada por todos e fazer parte do nosso dia-a-dia», sublinha Nuno Neves. Para os filhos e netos, pode ser um bom pretexto para uma visita diferente: percorrer a casa dos pais ou dos avós com olhos de quem procura riscos e resolver, numa tarde, os pequenos perigos que ali estão há anos. Poucas horas de trabalho podem poupar meses de recuperação.