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Implemente estas sugestões e garanta uma alimentação ainda mais saudável

Sandra M. Pinto

Nos últimos anos, tem-se assistido a uma preocupação crescente com a alimentação, notando-se uma alteração progressiva da diversidade cultural, dos hábitos de compra e confeção dos portugueses.

Contudo, a subida dos preços, com o escalar da inflação, pode representar um entrave importante na adoção de comportamentos alimentares mais saudáveis.

A escassez de recursos e a perda de poder de compra é um problema que, invariavelmente, acaba por levar a uma redução da diversidade à mesa e, por isso, a escolhas menos benéficas para a saúde.

No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, a Médis pretende ajudar os portugueses a comerem de forma mais saudável e sem grandes custos, para melhorar a sua saúde.

O QUE DEVE TER EM CONTA PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Com a vasta oferta existente no mercado, optar por alimentos saudáveis e mais ricos nutricionalmente nem sempre se revela uma tarefa fácil. Contudo, existe uma estratégia muito simples: preferir alimentos autênticos, que são mais completos nutricionalmente, como as frutas e os vegetais, as proteínas magras, os grãos integrais e as gorduras saudáveis.

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Por outro lado, deve resistir-se tanto quanto possível aos alimentos processados, como snacks salgados, doces ou outros alimentos embalados. Deixamos-lhe alguns conselhos adicionais que podem ser muito úteis no momento da compra e que podem ajudar a conseguir uma alimentação mais saudável:

1) Consuma mais grãos integrais – Os hidratos de carbono refinados, como o pão branco, a massa ou o arroz, perdem nutrientes durante o processo de elaboração. Contudo, no pão de trigo integral e na massa e arroz integrais tal não acontece, o que os torna soluções mais saudáveis. Além disso, a ciência já comprovou que o alto consumo de grãos integrais está relacionado com um menor risco de diabetes tipo 2, doença coronária e hipertensão.

2) Leia os rótulos – Numa alimentação saudável, produtos ricos em sal ou açúcar não entram, é por isso fundamental ler os rótulos para se certificar de que estes nutrientes não estão presentes em excesso ou ‘escondidos’. Tal pode acontecer, por exemplo, com os iogurtes.

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3) Exclua alimentos artificiais – Corantes, adoçantes ou conservantes. Todos os produtos que os contenham não devem fazer parte do dia-a-dia de uma alimentação saudável. Para os evitar, uma vez mais, leia atentamente os rótulos.

4) Troque os refrigerantes por água – O consumo de água em detrimento de sumos ou refrigerantes é a base de uma alimentação saudável. Além de não conter calorias, a água ainda ajuda a controlar a fome e a afastar a sensação de fadiga, dando-lhe mais energia. Além disso, é importante estar hidratado.

5) Consuma frutas e vegetais – São bons exemplos de uma alimentação saudável. Prefira ainda consumir fruta em vez do sumo de fruta, pois tem um menor teor de açúcar e mais fibra.

6) Cozinhe as suas próprias refeições – Ao fazê-lo, sabe exatamente que ingredientes contêm – se são frescos, naturais ou processados. Desta forma, não corre o risco de “manchar” a sua alimentação saudável com produtos processados.

MÉTODOS DE CONFEÇÃO SAUDÁVEIS

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Os métodos de confeção determinam, em grande medida, a qualidade nutricional das refeições que consumimos. Por norma, os métodos ideais são a cozedura em água ou a vapor, assim como os assados ou estufados com pouca gordura.

Caso opte por um estufado, não adicione gordura ao preparado, uma vez que alimentos como a carne de vaca ou de porco já contêm, naturalmente, gordura suficiente. Os refogados devem ser breves para não degradar a gordura da carne. Por outro lado, o calor pode destruir cerca de 15 a 20% dos nutrientes dos vegetais, exceto alguns que podem até beneficiar da confeção, como é o caso do tomate, por exemplo, porque permite a libertação de antioxidantes que facilitam a absorção de nutrientes pelo organismo.

Os grelhados também podem ser saudáveis, uma vez que dispensam a adição de gordura. No entanto, o consumo excessivo de carne confecionada grelhada pode ser perigoso, porque as altas temperaturas podem originar uma reação química entre a gordura da carne e a sua proteína, dando origem a toxinas que desequilibram os antioxidantes do organismo, e podem contribuir para o aparecimento de doenças cardiovasculares e diabetes.

Ter uma alimentação saudável requer algum esforço, nomeadamente na escolha do tipo de alimentos consumidos, nos métodos de confeção escolhidos no dia-a-dia e, claro na gestão das opções tendo em conta o orçamento familiar.

A alimentação é, cada vez mais, um fator determinante na preservação da saúde – fazer escolhas mais equilibradas é contribuir para uma vida mais longa e saudável.